No domingo, 4 de outubro, serão realizadas eleições gerais no Brasil. Nesse dia, os brasileiros elegerão seu presidente, governadores, senadores e deputados nos âmbitos federal e estadual. Tudo indica que, sobretudo, a eleição presidencial será uma disputa acirrada neste Brasil fortemente polarizado. Nas pesquisas recentes, a disputa gira principalmente em torno do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e do candidato de direita, Flávio Bolsonaro.

Minha escolha recairia sobre Lula

Moro no Brasil há 24 anos, pago impostos aqui, mas não tenho direito a voto. Mesmo assim, tenho uma opinião sobre o assunto. Não tenho muita simpatia pelo Flávio Bolsonaro. O Lula também não é, para mim, exatamente o presidente ideal, mas se, neste momento, eu pudesse escolher entre esses dois candidatos, meu voto iria para o Lula.

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As ruas estão repletas de propaganda eleitoral

A questão da soberania brasileira

Minhas objeções em relação a Flávio Bolsonaro vão além de suas opiniões políticas. Sua estreita ligação com Donald Trump e, sobretudo, o papel de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, têm, para mim, grande importância nesse contexto. Eduardo mora atualmente nos Estados Unidos e tem pressionado ativamente por sanções americanas contra instituições e autoridades brasileiras. Essa pressão já levou, no passado, à adoção de medidas americanas contra autoridades brasileiras e ao aumento das tarifas sobre produtos brasileiros. O próprio Flávio também se manifestou, perante o governo Trump, a favor de medidas americanas contra autoridades brasileiras.

Para mim, isso toca em algo fundamental: a soberania do Brasil. É claro que todos têm liberdade para criticar o governo brasileiro ou o Supremo Tribunal Federal. Mas considero algo totalmente diferente quando políticos brasileiros pedem a um governo estrangeiro que exerça pressão econômica e política sobre seu próprio país. Acho difícil conciliar isso com minha concepção de soberania nacional.

A sombra jurídica que paira sobre a família Bolsonaro

Também do ponto de vista jurídico, a família Bolsonaro está longe de ser incontroversa. Jair Bolsonaro já foi condenado por seu papel na tentativa de subverter o resultado das eleições de 2022. Além disso, Flávio Bolsonaro é alvo de investigações judiciais, entre outras coisas, por supostas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. Para mim, além de suas opiniões políticas e de seus laços com o governo Trump, esses são motivos adicionais para questionar seriamente sua candidatura.

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Onde está a nova geração?

Isso não significa, aliás, que eu considere Lula um presidente ideal. Pelo contrário. Pessoalmente, acho que ele é um homem simpático e considero que, no geral, não é um mau presidente. Lula já atingiu uma idade em que seria de se esperar que ele abrisse espaço para uma nova geração. Na minha opinião, ele deixou de preparar um sucessor jovem e dinâmico que pudesse assumir o bastão dele.

Não há candidatos ideais

E, com isso, nos deparamos com uma situação curiosa nessas eleições. A população do Brasil precisa escolher entre dois candidatos que, ambos, são alvo de críticas sérias. Na minha opinião, falta sobretudo um candidato mais jovem e convincente, capaz de superar a polarização tradicional entre esquerda e direita. Acho que essa é talvez a maior decepção dessas eleições.


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